MINUSTAH NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
A DISCUSSÃO PARLAMENTAR SOBRE O ENVIO DE TROPAS BRASILEIRAS AO HAITI
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18090630Palavras-chave:
Não-intervenção, Política Exterior brasileira, MINUSTAHResumo
O presente trabalho busca elucidar a discussão na Câmara dos Deputados sobre a participação brasileira na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), entre fevereiro e maio de 2004, durante o segundo ano do primeiro mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte-se da mudança da atuação do Brasil no cenário internacional, que adaptou o princípio da Não-intervenção nos assuntos internos dos diferentes Estados à ideia de não-indiferença nas situações de crise. Tal mudança ocorreu para que o Brasil assumisse uma posição de protagonismo perante a política internacional, considerando o objetivo de conquistar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nesse sentido, o artigo busca responder aos seguintes questionamentos: quem são os deputados que participaram mais ativamente das discussões? Quais os principais argumentos apresentados? Quais são as divergências entre os aliados do Presidente Lula e os oposicionistas? Na Câmara dos Deputados, os parlamentares situacionistas e da oposição divergiram em pontos-chave da questão haitiana, como a origem da crise e os objetivos da MINUSTAH. Também, como argumento, os deputados contrários à participação na missão, alegaram que a situação segurança pública do Brasil estaria em condições análogas às do país caribenho.
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